Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/10/2019

O termo “alienação parental” foi inicialmente utilizado por Richard A. Gardner com o objetivo de classificar o ato de pais divorciados tentarem afastar a criança um do outro. Tal situação foi denominada como SAP (Síndrome da Alienação Parental), sendo entendida como uma forma de distúrbio. Entretanto, na atual conjuntura da sociedade brasileira, psicólogos afirmam que por ser uma situação reversível, a síndrome não deve ser tratada como doença, mas sim como uma questão de dinâmica familiar. E deverá englobar todo e qualquer tipo de família, e compreender que a alienação pode ser feita por outros membros familiares, mas em qualquer situação existente, ela é extremamente perigosa para quem sofre com o processo.

Em primeiro lugar, torna-se necessário destacar que apesar da modificação conceitual e contextual, as consequências catastróficas do desequilíbrio emocional gerado na criança, jovem ou adolescente permanecem. De acordo com a Neuroanatomia, o pleno desenvolvimento cerebral finaliza aos 30 anos, desta maneira, influências externas, principalmente de familiares, são decisivas na formação da opinião e do caráter do indivíduo. Dessa forma, esse bullying familiar interfere na formação psicológica da pessoa, e o resultado disso pode inclusive ser um sentimento de repúdio perante ao outro genitor. Nesse viés, essa modulação de consciência pode ser motivada através da invenção de situações como por exemplo fazer o filho acreditar que se o pai ou a mãe casar novamente ele terá que dividir o amor do pai ou da mãe com outra pessoa, ou ainda inventando que o outro genitor é perigoso.

Além disso, é essencial compreender que além de ocorrer de maneira direta e explícita, o mais comum é que essa alienação ocorra de maneira mais discreta, situação extremamente regular quando a guarda é compartilhada. Portanto, a pessoa que sofre com esse processo muitas vezes não externaliza o quanto isso está lhe fazendo mal o que abre o caminho para o desenvolvimento de uma depressão, ou um isolamento ou ainda esse indivíduo poderá apresentar altos níveis de cortisol o que fisiologicamente lhe causará complicações sérias como transtornos psicológicos e até câncer.

Em vista dos argumentos apresentados, conclui-se a necessidade de medidas que alterem esse cenário. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, desenvolver programas para serem desenvolvidos nas escolas, os quais promovam palestras e apresentações retratando os sintomas, características e consequências de uma possível alienação - uma vez que compreender o assunto é uma forma de evitá-lo e remediá-lo quando necessário - a fim de que os jovens saibam quando devem procurar ajuda para que a situação não se estenda e tenha consequências como as previamente citadas.