Os perigos da alienação parental
Enviada em 28/10/2019
Para Karl Marx, a alienação no trabalho permite que o indivíduo seja desumanizado, e então, o mesmo passa a ser enxergado apenas como um gerador de lucro. Analogamente, os pais podem enxergar a criança como um instrumento para um fim específico, por intermédio da alienação parental. Nessas circunstâncias, o fato se apresenta como um perigo, haja vista os problemas psicológicos desencadeados em consonância com o desrespeito aos direitos da criança.
Primeiramente, é relevante ressaltar que a interferência dos pais no âmbito emocional de seus filhos, para fins de interesse pessoal, pode gerar problemas psicológicos graves nos pequenos, como depressão, ansiedade e características ruins de personalidade. Nesse sentido, segundo o filósofo Émile Durkheim, o indivíduo é um reflexo da sociedade em que vive. Desse modo, é um erro permitir que a problemática persista no Brasil.
Ademais, é evidente que causar danos psicológicos nos jovens se faz um claro desrespeito aos direitos dos mesmos. Em síntese, a Constituição Brasileira de 1988 mostra que a felicidade e a liberdade são direitos de todos. Consequentemente, é inaceitável que a sociedade não reflita com seriedade na resolução dessa questão.
Portanto, a alienação parental precisa da atenção dos brasileiros. Visto isso, é dever do Estado assegurar a integridade psicológica das crianças, por meio do apoio psicológico para as vítimas desse abuso, através de profissionais especializados no caso, como psicólogos e terapeutas, a fim de que todos esses pequenos sejam amparados. Além disso, é necessário que o Governo promova a continuidade das leis que protegem os menores, por meio da punição justa aos parentes que cometem esse crime, com o fito de evitar a progressão do problema. Destarte, o Brasil se fará um lar digno para os brasileirinhos viverem e buscarem sua felicidade.