Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/10/2019

Define-se como alienação parental a interferência psicológica provocada na criança ou adolescente por um dos seu genitores contra outro membro da família que também esteja responsável pela sua guarda e vigilância. Dentro desse contexto, no Brasil aumenta os casos em que os pais colocam em risco a saúde emocional de seus indivíduos, os deixando com a herança de traumas na personalidade. Diante disso, analisar as causas de perpetuação dessa mazela é fundamental para mitigá-la.

Em primeiro lugar, é importante destacar as vinganças como forma de punição. Sob essa ótica, é possível ver o aumento de casos em que pais utilizam seus filhos como ferramenta para atingir o outro. A fim de comprovar o que está sendo dito, em 2016 o jornal da globo G1, publicou o caso do zootecnista Hugo Imaizumi que matou os seus dois filhos a facadas para se vingar de sua esposa, por suspeitar de traição. Tal realidade, demostra uma alienação do indivíduo, apontando para uma ação mais punitiva das leis.

Ademais, é válido ressaltar, ainda o abandono das crianças por um dos genitores após a separação. Sob esse viés, está se tornando uma situação comum os casos em que um dos genitores transfere para o filho todos os sentimentos de raiva e rejeição, por terem sido deixados, sem medir as consequências a longo prazo, podendo prejudicar o psicológico e emocional dos jovens. Consequentemente, esse indivíduos faz com que a história se repita de forma inconsciente, pois para o garoto que vivenciou torna-se uma forma de vida. O mesmo acontece com aquela criança que convive, por exemplo, com o pai que agride a mãe, futuramente, ele tende a ser uma pessoa que fará o mesmo.

É fundamental, portanto, uma ação conjunta entre o Governo e o Ministério da Saúde, na qual este, por meio de programas de saúde mental disponibilizem profissionais capacitados para superação de traumas sofridos pelo os seus pais, orientando a ter uma vida pessoal e profissional melhor no futuro, evitando que o trauma passe a influenciar sua forma de viver. Concomitantemente, cabe a família, promover mais diálogos sem envolver terceiros. Dessa forma, será possível minimizar os impactos sofridos, sejam eles físicos, emocionais ou psicológicos.