Os perigos da alienação parental
Enviada em 01/11/2019
A família pode ser considerada a primeira unidade social, a qual, foi constituída antes do desenvolvimento de cidades. Hodiernamente, a quebra desta unidade causa diversos problemas, dentre eles a alienação parental, pois a própria atrapalha o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Esse fato é causado principalmente por causa da ineficiência governamental e da falta de sentimentos dos responsáveis.
Em primeiro lugar, a alienação parental deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que ajudam tais recorrências. Segundo o filósofo e teórico inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, no acompanhamento psicológico de pais que passam por separação. Em consequência disso, os pais usam as crianças como escudos e armas em relacionamentos com términos conturbados, o que leva ao aparecimento de problemas psicológicos graves na criança, por exemplo, a depressão pelo sentimento de culpa ou a aversão por um dos genitores. Desse modo, faz mister a reformulação dessa postura Estatal de forma urgente.
Outrossim, a falta de sensibilidade dos progenitores faz-se presente como um grande problema a ser enfrentado. O filme Capitão Fantástico, do diretor Matt Ross, conta a história de seis filhos que sofreram por causa de um desentendimento familiar. De forma análoga, nota-se que as leis que regulamentam a preservação da prole encontram-se em estado de anomia, pelo fato de serem infringidas constantemente por casais em separação. Em decorrência desse pressuposto, não há um apoio parental ao filho que se vê entre uma separação, pois de acordo com uma pesquisa do jornal G1, 72% dos divórcios que envolvem filhos terminam com a manipulação da criança por um lado. Por certo, essa atitude contribui para esse quadro.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para que a unidade familiar não seja destruída, afetando o desenvolvimento dos filhos e a alienação parental seja uma vicissitude atenuada. Destarte, o Tribunal de Contas da União, em parceria com o Ministério da Educação – cuja função é organizar todo o sistema de ensino brasileiro -, que invista em uma melhor base educacional, por intermédio de um maior direcionamento de capital, que implique em crianças que não serão vulneráveis à alienação dos pais parentais. Somente assim, a teoria de Hobbes será aplicada de maneira correta, com isso essa adversidade será revertida.