Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/10/2019

Na série “Dois homens e meio” o personagem Alan, após terminar seu relacionamento com a mãe de Jake, seu filho, passa a falar mal dela frequentemente para o garoto. Esse evento, denominado de alienação parental, que é um dos responsáveis por levar os telespectadores da comédia aos risos, é comum também fora das telinhas. No entanto, a consequência dele na vida real é a formação de filhos com baixa autoestima, agressivos e com dificuldade de lidar com frustrações, precisando ser coibido.

Inicialmente, vale salientar que os divórcios são cada vez mais frequentes no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um a cada três casamentos tem esse destino. Dessa forma, muitos filhos crescem com os pais separados, ficando vulneráveis ao evento supracitado. Nesse contexto, é importante que os pais assumam uma postura madura diante do menor, tendo em vista que conforme disseram Ana e Rolf Madaleno no livro “Sindrome da Alienação Parental”, o modo como os pais enfrentam o divórcio influe diretamente na forma como o filho se comportará no futuro, podendo gerar, no caso da alienação parental, filhos agressivos e que não aceitam os problemas que tem de enfrentar.

Em adição, vale ressaltar também que, de acordo com a hierarquia de necessidades elaborada pelo psicólogo Maslow, os seres humanos seguem uma hierarquia de 5 níveis de anseios em suas vidas de tal modo que, a partir do primeiro nível, o proxímo só é desejado após o anterior ser contemplado. Dentre esses níveis, o terceiro é o que Maslow chama de necessidade social, que está ligado a um bom relacionamento com amigos e com a família. Quando uma criança é vítima de alienação parental, ela não sana essa necessidade e, dessa forma, não deseja realizar os dois últimos níveis, que estão ligados a auto-estima e a realização pessoal. Isso é prejudicial, uma vez que esse desejo é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

Sendo assim, é essencial que o Ministério da Mulher, da Familia e dos Direitos Humanos divulgue, através de campanhas publicitárias e postagens nas redes sociais do governo, ações que hoje precisam ocorrer com mais frequência, as consequências da alienação parental, a fim de evitar que pais prejudiquem, inconscientemente, o desenvolvimentos dos filhos. Por fim, é preciso que os psicólogos das escolas em que o alienado é aluno atuem para garantir a mantutenção da auto-estima dele.