Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/10/2019

A síndrome de alienação parental fora estudada pelo psiquiatra Richard Gardner, o qual destaca-se o distúrbio em menores de idade que se encontram em situação de guarda compartilhada. Hodiernamente, no Brasil, tal realidade se faz presente. Segundo a OAB, o número de processos por alienação parental aumentou cerca de 5,5% nos últimos anos. Dessa forma, evidencia-se uma realidade grave e os principais efeitos que ela proporciona estão ligados à saúde mental e ao comportamento no âmbito social.

Em primeira análise, as consequências emocionais são os principais efeitos decorrente da alienação parental. Sob essa ótica, John Locke retrata que o ser humano nasce como uma tabula rasa, logo as crianças são como uma folha em branco. Sendo assim, os genitores, ao se divorciarem, se aproveitam dessa fragilidade do jovem e disseminam mentiras um sobre o outro, entrando em um estado de conflito pela guarda do filho. Consequentemente, o indivíduo vive em um ambiente conturbado, que segundo Augusto Curry prejudica o desenvolvimento mental da criança, ocasionando, então, um aumento no número de transtornos psicológicos, tais como: Depressão e a ansiedade, os quais podem levar ao suicídio.

Paralelo a isso, o jovem que sofrera da alienação parental apresentará sérios distúrbios no meio social. Diante dessa realidade, Jean Piaget retrata que as crianças até determinada idade aprendem e disseminam tudo que seus pais a ensinam. Então, ao serem manipuladas por meio de mentiras e da disseminação de ódio de um parente em relação ao outro, essa crianças irão adquirir traumas e ao se tornarem adultas poderão se tornar candidatas, em potencial, a serem mentirosas, manipuladoras e principalmente realizar os mesmo atos de alienação que sofreram durante a infância, visto que as fiscalizações do conselho tutelar a respeito dessa realidade são mínimas, logo muitos divorciados acabam tendo a ideia que podem  fazer tais atos imperdoáveis com seus filhos sem sofrer punição.

Diante dos fatos citados, a alienação parental é uma grave realidade e proporciona efeitos negativos à criança e futuramente à sociedade. Para lidar com essa realidade, é fundamental a ação do Conselho Tutelar, órgão responsável pela  garantia dos direitos à criança e ao adolescente,  por meio da fiscalização e da punição aos pais que estejam cometendo tais atos, dessa forma ocorrerá uma redução  desse problema que atormenta diversas crianças no país. Ademais, é essencial o tratamento de indivíduos que sofreram da alienação parental, logo é imprescindível o Ministério da Saúde, através do SUS, em fornecer psicólogos e tratamentos psiquiatras para essas pessoas . Dessa forma, a síndrome estudada pelo Richard Gardner poderá ser combatida, diminuindo possíveis danos à sociedade no país.