Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/10/2019
A prática da influência que os pais exercem sobre os filhos não é uma conjuntura atual, uma vez que, estudiosos na área da psiquiatria, no decorrer da década de 80, observaram que coexistia uma relação intrínseca com a maneira que os familiares induziam os pensamentos das crianças com a Síndrome de Alienação Parental, instruída pelo psicanalista Richard Gardner. Nesse contexto, fatores como o desfecho da vida conjugal ou até mesmo a insatisfação do parceiro dentro da relação, maximizam a ação negligenciada de prejudicar a referência que a criança tem do pai ou da mãe.
Em primeiro plano, ressalta-se que em maiores casos a influência negativa do parceiro com o outro em uma relação é reflexo da contestação com o fim do casamento. Dessa forma, as maiores vítimas são as crianças que convivem neste ambiente, uma vez que, de maneira errônea os pais manipulam a visão dos filhos para promover o distanciamento físico, visando uma maneira de chantagem emocional. Paralelo à realidade, o documentário " A morte invertida" produzido em 2009, reflete as consequências que a Síndrome da Alienação Parental causam sobre os procedentes envolvidos, dito que, o distúrbio pode desenvolver ansiedade e crise de pânico, em decorrência das estranhas que o convívio instabilizado entre os pais proporcionam.
Concomitantemente, as chances de um jovem que presenciou as interferências parentais apresentarem distúrbios emocionais são altas. De acordo com a lei 13.431, promulgada em 2017, é considerado um ato ilícito todo e qualquer feito que compartilhe ações de má conduta na intercessão das escolhas, seja por violência psicológica ou física. Entretanto, apesar de ser verificado como lei, a ação desmazelada de estimular a euforia é camuflada pelos genitores, visto que, a atitude é passada como um ato de proteção e afeto. Nessa conjuntura, há um processo de lavagem cerebral que resulta em consequências afetivas que estimula a insociabilidade da criança, tornando-se quase nulo o empenho em recuperar o amor dos pais durante a vida adulta.
Fica perceptível, portanto, que medidas são necessárias para mitigar o cenário atual. Logo, afim de amenizar as chagas da alienação parental cabe ao direitos humanos e ao MEC(Ministério da Educação e Cultura), inserir nas escolas aulas sobre os perigos da alienação parental e como denunciar, com intuito de retroceder o afastamento de pais e mães da vida social do filho, além de dar mais atenção a saúde mental das crianças, visto que é nessa fase que as interações sociais e familiares manifestam-se na formação do caráter da criança. Ademais os direitos humanos devem atuar judicialmente na manutenção das leis que já punem a alienação parental, como também na fiscalização da aplicação, para assim as famílias brasileiras e os jovens em geral viverem com mais amor aos pais.