Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/10/2019

Desde a Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, o avanço tecnológico tornou-se foco dos principais países desenvolvidos, influenciando assim, o resto do mundo a torná-lo imprescindível. Adjunto a isso, a internet torna-se essencial, mesmo que nela contenha-se informações que, muitas vezes, são hipérboles ou falsas, a fim de convencer pessoas a interesses próprios. No Brasil, tal ação é reconhecida na população, mesmo que fora da internet, como no caso da alienação parental, sendo necessário debater sobre o assunto, seja pela negativa visão do filho à sua família, seja pela irresponsabilidade daqueles que alienam.

Primeiramente, assunto esse encaixa-se perfeitamente com a Pirâmide de Maslow, que possui fundamentos essenciais para se ter uma vida de qualidade, sendo um deles o direito a família. Uma das formas de alienação parental é o alienador instigar à criança uma falsa visão de que seus pais  ou responsáveis são más pessoas, podendo ocasionar em um afastamento e desunião familiar. Além do mais, os jovens são mais instáveis emocionalmente, e essa separação familiar, por não se tratar de uma sábia decisão, gerou relatos de casos como depressão, e em ocasiões extremas, o suicídio, contradizendo assim, com os fundamentos de Maslow.

Além disso, os jovens possuem uma mente mais aberta a respostas, sujeitando-os a uma mais fácil alienação. É possível relacionar com a afirmação de Bauman, que diz a respeito da necessária responsabilidade, civil e estatal, de uns com os outros, já que que os alienadores não se deixam importar com a situação dos filhos por conta de seus interesses próprios, sejam eles, vingança ou raiva (ação instintiva). É importante ressaltar que a forma como os filhos são tratados, em partes, os define futuramente como pessoas, logo, a irresponsabilidade designa a eles um futuro incerto, devido a seus passados serem marcados por conflitos familiares.

Portanto, tendo em vista os perigos da alienação parental, medidas devem ser tomadas para que o problema seja resolvido. Logo, para que isso ocorra, o Ministério da Justiça deve agir de forma a garantir que as leis realmente funcionem, por meio de uma melhora das fiscalizações através de investimentos do Estado. E para os problemas psicológicos gerados, por parte do Estado, o desenvolvimento de uma estrutura capaz de suportar esses jovens, através de profissionais capazes de auxiliá-los em um desenvolvimento saudável, para que assim, erradique esse problema social.