Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/10/2019

Alienação parental, um problema global!

Na novela, “O outro lado do paraíso”, exibida pela rede globo, há uma temática relacionada a alienação parental. No caso, uma família tenta a todo custo colocar o filho da personagem principal contra a própria, devido a inúmeras circunstâncias ela perde a guarda do filho temporariamente para a família do pai. Em detrimento do assunto abordado, na “vida real” não é diferente do que acontece na telenovela, existe uma parcela da população que tenta colocar uma criança ou adolescente contra o pai, mãe ou responsável. Caso não haja uma maior problematização e medidas cabíveis não sejam tomadas, as consequências se tornarão cada vez piores, principalmente relacionadas ao psicológico dos atingidos.

Infere-se à tese abordada que a alienação parental, pode ser entendida como sendo uma doença acometida por pessoas que querem, a todo custo colocar um indivíduo contra o outro, mas também há uma questão ainda mais problemática que envolve, por exemplo, filhos de pais separados, em que ocorre uma constante luta de uma família contra outra, tentando de qualquer maneira fazer com que essa criança ou adolescente não goste mais de estar de um lado ou de outro da família. Além disso, o que a maioria não nota ou pelo menos finge não notar são os riscos que esses jovens correm, com o constante conflito entre as famílias, o principal desses riscos é o da saúde mental que se encontra vulnerável nessas situações.

Em consonância a elementos supramencionados, foi sancionada a Lei Nº 12.318 da Constituição Federal, que trata das possíveis medidas para intervenção referente a alienação parental. Mesmo que já exista uma lei que contribua para melhor compreensão e reversão da problemática, há uma necessidade também de que tenham profissionais nas instituições de ensino (publicas ou privadas), voltados justamente para saúde mental dos jovens que passam por situações como as supramencionadas, haja vista que essa é uma das medidas que poderiam assistir ao enunciado abordado.

Cabe, portanto, aos Poderes Legislativo e Executivo, tornar a lei já existente mais rigorosa (dando as devidas punições aos agressores) e executá-la de forma mais precisa (com uma maior fiscalização para saber se estão sendo cumpridas as medidas), para que, principalmente, os jovens se sintam protegidos por essa. Precisa-se também de profissionais da saúde, principalmente, mental, nas instituições de ensino, para que entendam e ajudem os jovens de forma que esses possam se sentir menos pressionados pelos problemas familiares. Outrossim, essas são medidas capazes de atenuar e acabar de vez com as problemáticas sobreditas.