Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/10/2019

No livro “A última música” de Nicholas Sparks, Verônica Miller passa anos sem falar com seu pai após ser vítima de alienação parental por parte da sua mãe. Na obra de Sparks, uma doença grave de “Steve” acaba por aproximar pai e filha que conseguem estreitar sua relação pouco antes da morte dele. Infelizmente, na vida real muitos filhos não tem a mesma chance que “Ronnie” teve e acabam perdendo a oportunidade de conviver com um de seus pais devido à este ato criminoso. Ato este, muitas vezes fruto de falta de acompanhamento psicológico e conhecimento por parte de seus genitores.

Em primeiro lugar, é importante notar que a alienação parental em uma grande maioria dos casos é fruto de um despreparo emocional de pais  separados que tem dificuldade em lidar com a nova realidade, assim como ocorreu com a mãe de “Ronnie” que alienou os filhos para que pudesse manter distância do ex-marido. Isso ocorre, pois, após um divórcio, nenhum dos responsáveis recebe apoio psicológico.

Em segundo lugar, deve-se considerar também que pouco é divulgado na mídia sobre os danos psicológicos que podem ser causados em jovens vítimas de alienação parental. Devido a isso, muitos pais desconhecem esses danos.

Diante do exposto, fica clara a necessidade de se tomarem medidas contra a alienação parental para assegurar a saúde dos jovens. À mídia cabe a difusão de informações a cerca dos perigos desse ato. Ao Ministério da família cabe a parceria com faculdades públicas e privadas de psicologia cujos alunos possam fornecer sessões de acompanhamento para pais em processo de divórcio ou término de relação (caso não forem casados). Essas sessões teriam o foco na promoção de uma coparentalidade saudável e seriam marcadas por meio do site do ministério da família.