Os perigos da alienação parental

Enviada em 31/10/2019

Hodiernamente, não é dificultoso encontrar casos de alienação parental, na qual se trata de um conflito familiar, como fim de interesse de uma criança e adolescente. Entretanto, essa desavença entre os pais não causará estresse apenas nesses casos, afetará similarmente o infanto-juvenil, trazendo perigos ao psicológico e na formação de comportamento deles. Cabe analisar quais são os fatores que contribuem para acentuar essa problemática e conflitos.

No filme “Animais Fantástico e Onde Habitam” há uma cena em quê a regedora de um orfanato, tortura psicologicamente e fisicamente um dos órfãos, o jovem Credence. Ela diz que a mãe dele não o ama, e por isso o deixou no orfanato. De fora da fantasia para o efetivo, a alienação parental ainda se uniformiza muito com a cena do filme, posto que os genitores de crianças tal como os adolescentes, usam de sua preponderância materna ou paterna para induzir os filhos a execrarem os pais.

Vale destacar que no Brasil, segundo os dados de 2015 do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 15% da população brasileira é formada por mães solteiras. Nesse aspecto a falta de alicerce familiar, faz nascer na mãe e na criança uma alienação parental propriamente intensa ao pai que muitas vezes peleja em recuperar o amor dos filhos durante a vida adulta.

Outrossim, convém ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. A par disso, para o pensador Foucault em sua obra “Microfísica do Poder”, as relações humanas são estabelecidas pela coerção minimalista de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, cabe ao direitos humanos e ao MEC(Ministério da Educação e Cultura) inserir nas escolas aulas sobre os perigos da alienação parental e como denunciar, com intuito de retroceder o afastamento de pais e mães da vida social do filho, além de dar mais atenção a saúde mental das crianças. O Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais.