Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/10/2019

A alienação parental, processo pelo qual um dos pais tenta colocar os filhos contra o outro genitor, afeta tanto o psicológico do genitor vítima de alienação quanto o da criança. Filhos de pais divorciados podem desenvolver diversos problemas, incluindo em seus futuros relacionamentos interpessoais, além do dano em seus parentes de uma forma geral.

Ao serem colocadas contra um ou ambos dos genitores, as crianças perdem em certa medida o afeto pela família, fundamental na sua formação para a sociedade. Assim, a criança pode crescer com dificuldades de relacionamento, deficiência no seu entendimento enquanto cidadã e distanciamento da família, um dos pilares fundamentais da vida do homem.

Por outro lado, o genitor alienado pode desenvolver inúmeros problemas psicológicos, como ansiedade e depressão, em decorrência do assédio moral. Além disso, a perda de vínculo com os filhos e relacionamento ruim com o ex-cônjuge afeta negativamente a forma como o adulto se vê e se relaciona com outras pessoas.

A maior parte desses casos que chegam à justiça são contra mulheres, denunciadas por pais que acreditam que elas estejam alienando as crianças. Entretanto, embora as mães geralmente fiquem com a guarda dos filhos, é necessário entender que estamos inseridos dentro de uma sociedade patriarcal e machista, onde a mulher é geralmente vista como má e perversa, enquanto o homem é colocado como vítima, visão essa que se estende até as teias do judiciário.

Para amenizar o problema, o Estado deve proporcionar acompanhamento psicológico gratuito para pais em processo de divórcio e crianças e adolescentes de uma forma geral, no segundo caso podendo ser inserido dentro das escolas de ensino fundamental e médio. A resolução por completo, no entanto, depende da mudança no modo como nossa sociedade é organizada e de como os casamentos e os filhos são vistos enquanto parte da comunidade.