Os perigos da alienação parental
Enviada em 31/10/2019
Em 1990, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente, visando a proteção integral dos mesmos. Atualmente, nos casos de divórcio, é feito o uso da guarda compartilhada, na intensão de incentivar o bom convívio entre todos. No entanto, esse processo revelou um aumento nos atos de alienação parental, que dificultam a vivência familiar e trazem riscos a saúde psíquica de crianças e adolescentes.
A alienação parental é o crime de induzir uma criança a odiar um dos responsáveis sem justificativa. Tal ato, prejudica o convívio familiar, destruindo importantes relações para o desenvolvimento do indivíduo, causando graves traumas em sua vida.
Além disso, essa atitude é considerada um tipo de violência psicológica por trazer riscos a saúde mental e emocional das vítimas. Segundo estudos antropológicos, a família é a primeira instituição social a promover o processo de socialização. Dessa forma, quando essa instituição falha, e não estimula boas relações familiares, o indivíduo pode desenvolver problemas psíquicos, como o transtorno de ansiedade e até depressão.
Sendo assim, fica visível como a alienação parental afeta a vida de crianças e adolescentes. Portanto, é preciso que o sistema judiciário ofereça acompanhamento integral com psicólogos, para que esses profissionais façam a mediação ou a reaproximação parental durante todo o processo de divisão da guarda até sua estabilização, restaurando os devidos laços. Dessa maneira, os filhos crescerão em um ambiente afetivo, como o previsto em lei.