Os perigos da alienação parental
Enviada em 31/10/2019
Atualmente, no Brasil, graças à maior independência social da mulher, não é mais vergonhoso para elas recorrerem ao divorcio, mesmo com filhos. Nesse sentido, de acordo com a revista “Crescer”, aproximadamente 33% dos casamentos terminam em separação, os quais, muitas vezes, tem sentença compartilhada dos filhos. No entanto, tornou-se comum, na contemporaneidade, os casos em que as “juras” de amor do matrimônio transformaram-se em ameaças e alienação parental, que prejudicam, acima de tudo, as crianças. Dessa forma, isso ocorre devido à falta de atenção do Estado à questão e às ações vindas da própria população.
A priori, uma ameaça a ser enfrentada por esses jovens é a negligência estatal, uma vez que nem sempre o governo cobra - do Ministério da Justiça e Segurança Pública - meios mais efetivos e abrangentes para informar a nação sobre as consequências de usas os filhos como instrumento de vingança. Impende, pois, que isso ocorra com urgência, dado que no ano de 2012, de acordo com a Vara de Família do Rio de Janeiro, 80% das denúncias de abuso sexual contra menores eram falsas, as quais, na maioria desses eventos, era feita pela mãe recém-separada, com o intuito de restringir as visitas do pai. Entende-se, por isso, que caso esses índices não diminuam, uma nova geração baseada no ódio será criada.
Ademais, outro risco é a mentalidade retrógrada de parte da população canarinha, que devido à atitudes egoístas, como a alienação parental, prejudicam não somente o futuro de seus descendentes, mas também dos que convivem com esses disseminadores de hostilidade. Não obstante, em vista dos diversos efeitos colaterais para a saúde psíquica e emocional desses jovens, faz-se possível uma conexão com o ideal de mudança e integração comunitária de Paulo Freire - sociólogo brasileiro - por meio da educação. Outrossim, tornar-se-á cabível a construção de uma sociedade que preze pela isonomia e bem-estar social.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades em combater os perigos desses abusos parentais. Logo, a fim de assegurar a segurança do cidadão comum, o Ministério da Educação deve criar projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover debates, palestras e atividades lúdicas por meio da orientação de profissionais da área de psicologia que tenham experiência comprovada nesse assunto específico de conscientização e integração da comunidade escolar e - por conseguinte - da sociedade no geral. Por fim, será possível alcançar o preceito de Freire e da cidadania legítima e plural.