Os perigos da alienação parental

Enviada em 31/10/2019

Em uma primeira análise, a alienação parental é herança de uma geração que foi moldada em obedecer os pais de maneira cega, pois acreditavam que sendo adultos teriam mais experiência, e, portanto, deveriam ser líderes. Sendo um comportamento por vezes estimulado na televisão como sendo algo absolutamente normal.

Primeiramente, devemos ter ciência de que trata-se de uma atitude extremamente deletéria assumir controle de uma criança para realizar atos de vingança, como se fossem uma marionete, ou um robô programado. Isso acarreta em problemas psíquicos, pois o cérebro infantil não terminou de se formar. Segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella: “Não é só a educação dos filhos que é necessária, mas a dos pais também”. Isso significa que mesmo maiores de idade, os tutores têm muito a aprender.

Em segundo lugar, os pais que viveram em uma geração completamente diferente se assustam com as mudanças e desconstruções acontecendo em nosso tempo, o que só dificulta o caso. Geralmente, pensam que quanto mais controle sob os filhos melhor, pois acham que assim estão os protegendo do mundo e fazendo o bem, quando, na verdade, as crianças precisam de liberdade para conseguirem descobrir o mundo afora e sobre si mesmos. Não são empregados dos pais para ofenderem àqueles que os convém, muito menos tem direito de induzir as crianças a tratar com ignorância as pessoas que depreciam. Todavia, os pais não tem culpa de pensarem da forma que fazem, pois os mesmos foram criados em épocas distintas.

Por fim, é necessário que medidas sejam tomadas. O Governo Federal deve incentivar campanhas na televisão e internet advertindo os pais da conduta e as graves consequências que ela causa. Assim como notificar que trata-se de algo punível com multa e perda da guarda. Os pais tomando ciência de que estão errados tendem a mudar o comportamento, diminuindo os efeitos desse comportamento em nossa sociedade.