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Enviada em 17/11/2019

Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Durante a Segunda Guerra Mundial o Nazismo, regime totalitário que provocou terror na Europa do século XX, se apropriou do cinema para propagar às elites pensamentos governamentais. Atualmente, é possível perceber que, mesmo com a dissolução de governos ditatoriais, países, tal como o Brasil, não conseguem promover a democratização do acesso ao cinema, mantendo assim a configuração excludente que caracterizou o século passado. Dessa forma, é imprescindível analisar o custo elevado do acesso e a péssima localização geográfica dos cinemas como causadores do problema em questão.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que o alto custo do acesso ao cinema exclui parte da sociedade brasileira que, por não possuir os recursos financeiros necessários, tem seu direito constitucional ao acesso à cultura negado. Para Karl Marx, filósofo e economista prussiano, a história da civilização humana é marcada pelo acesso desigual aos bens de consumo e ao capital. Nesse sentido, infelizmente a realidade brasileira se apresenta em conformidade à teoria defendida por Marx, haja vista que o custo elevado dos ingressos de espetáculos cinematográficos impede a democratização do acesso ao cinema. Pois, segundo os dados revelados pelo site “Meio e Mensagem” menos de 20% da população frequenta o cinema cotidianamente.

Ainda convém lembrar que, além do custo elevado, a localização geográfica excludente também contribui contra a democratização ao cinema. Para Theodor Adorno, professor e pesquisador da escola de Frankfurt, a produção cultural da modernidade está associada ao consumo das grandes massas. Isso posto, faz-se perceptível a preocupação dos proprietários de cinemas em oferecer seus serviços nos centros urbanos, prejudicando os brasileiros que moram em zonas rurais ou subúrbios, evidenciando assim o processo de indústria cultural.

Torna-se evidente, portanto, que medidas públicas são necessárias para assegurar a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Por isso, urge que o Ministério da Educação crie o “Voucher Cultural”, programa de incentivo à cultura que disponibilize recursos para que estudantes de escolas públicas possam consumir produtos culturais. Além disso, é de suma importância que o Ministério da Economia, juntamente com o BNDES, promova isenção fiscal para que empresários possam construir cinemas em locais afastados das grandes cidades.