Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/01/2020

O aumento do número de casos de alienação parental, no Brasil, não pode ser visto, hodiernamente, como um mero problema social. Em face disso, entende-se a situação como uma esquálida social do qual se sabem os efeitos nefastos, mas infelizmente não há uma cultura efetiva da própria nação em erradicá-la. Destarte, além de ações profiláticas, urgem medidas eficazes no combate a essa prática.

Primeiramente, o importante papel da estabilidade familiar implica positivamente na fase puerícia. Diante disso, diz Nelson Mandela que o sonho de cada unidade familiar é poder viver junto e feliz, num lar tranquilo e pacífico, em que os pais têm a oportunidade de criar os próprios filhos, ou de os orientar e poder contribuir na ajuda de suas carreiras, dando-lhes amor e carinho que desenvolverá neles um sentimento de segurança e de autoconfiança.

No entanto, as relações cultivadas baseiam-se nas dissensões entre os pais, portanto, no distanciamento físico, gerando repúdio por parte da criança para um de seus progenitores sem justificativas, instaurado por um genitor. Com efeito, a escritora Marie de Beausacq dizia que a família é um conjunto de pessoas que se defendem em blocos e se atacam em particular, dando veracidade à temática.

Desse modo, intentando com o fim da alienação, o psiquiatra Carl Gustav diz, “há características que não são determinadas instintivamente, mas são frutos de uma cultura”. Por fim, cabe as instituições jurídicas no âmbito do Direito Familiar, estabelecer fiscalizações rigorosas, com incentivo à denúncia nos canais do Conselho Tutelar, promovendo a participação dos usuários para serem dadas orientações sobre a SAP (Síndrome da Alienação Parental).