Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/01/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alienação parental apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da manipulação psicológica quanto da tentativa de “tamponamento de seus fracassos amorosos”. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas parentais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a alienação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a manipulação psicológica é recorrente e traz danos muitas vezes irreversíveis nas relações familiares. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a alienação parental, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, aliado com o Ministério da Saúde direcione capital que, por intermédio do SUS, será revertido em campanhas e programas de auxílios psicológicos, que buscarão resolver conflitos gerados na relação amorosa que possam promover o desejo de vingança. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da alienação parental e a coletividade alcançará a Utopia de More.