Os perigos da alienação parental

Enviada em 29/01/2020

Alienação parental: Do governo à família

Aprovado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1959, os dez direitos da criança garantem a elas, dentre outras coisas, proteção a qualquer forma de exploração e crueldade. Conquanto, a alienação parental tornou-se um impeditivo para que os infantes desfrutem amplamente de seus direitos na sociedade hodierna. Nessa perspectiva, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da forma em que a base familiar se molda na sociedade e da carência de políticas protecionistas às crianças. Convém analisar , por tanto, os entraves dessa problemática, bem como os subterfúgios para sua resolução.

Em primeira análise, destaca-se um governo omisso para com os infantes como agravante do problema. Segundo o pastor protestante Martin Luther King, “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar”. Sob esse viés, a forma ineficaz de atuação do governo no que tange aos direitos infantis, possibilita que os adultos mal intencionados tenham o poder de manipulação de seus filhos de forma que não haja pena específica para esse ato que irá afetar profundamente o psicológico infantil, formando adolescentes e adultos com possíveis problemas de ordem psicológica.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de uma coesão familiar como impulsionador do problema. Para o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a tão chamada sociedade pós-moderna é alicerceada nos pensamentos voláteis e individualistas, deixando de lado um ideário mais primitivo e coletivista. Nesse contexto, é de se esperar que a problemática em pauta se intensifique, haja visto a crescente taxa de divórcios na sociedade, que faz com que muitos pais manipulem seus filhos para que tenham um ganho jurídico sob seu antigo cônjuge, ou use isso de forma alienante para que a criança tenha uma visão deturpada sob seu pai ou mãe.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser estabelecidas a fim de que esses problemas sejam solucionados. Para isso, cabe ao poder legislativo desenvolver leis mais enérgicas no que se refere aos abusos de poder e alienação parental nas crianças e punir pesadamente quem comprovadamente os comete. Ademais, cabe ao Ministério da educação em parecia com o Conselho tutelar promover palestras elucidativas aos alunos e suas família que os ensinem sobre a importância do bom convívio familiar e alerte aos pais a não promoverem atos alienantes para com seus filhos mesmo com inevitáveis discussões familiares. Com essas atitudes, espera-se obter uma melhora substancial dessa problemática e melhorar, em fim, a vida do futuro da nação.