Os perigos da alienação parental

Enviada em 05/03/2020

De acordo com o autor do livro inteligência emocional, o PhD. Daniel Goleman, uma relação saudável entre pais é muito importante para o desenvolvimento emocional e pessoal dos filhos. Entretanto, A alienação parental fere isso, pois crianças que vivem em meio a disputa entre pais podem desenvolver tanto a depressão quanto dificuldade nas relações interpessoais. Em face disso, percebe-se a necessidade de combater essa ação, por meio de medidas estatais e sociais que modifiquem essa realidade.

De fato, a alienação parental é responsável por sérios danos psicológicos e comportamentais às crianças, uma vez que consiste na negligência afetiva e no abandono familiar em meio a separação dos pais. Análogo a isso, o caso Bernardo retrata o terror psicológico do pai e os maus tratos em proibir a criança de ver os avós na ausência da mãe. Esse problema é causado, muitas vezes, pela relação conflituosa entre os familiares da criança. Logo, torna- se imprescindível a necessidade de um acompanhamento psicológico efetivo a essas famílias que passam por separações ou conflitos.

Além disso, o filme da plataforma Netflix, Historias de um casamento, retrata bem a relação desgastante e pouco saudável entre pais em um divórcio. Diante disso, a criança, em meio a esse conflito, fica sujeita a problemas relacionados ao desenvolvimento emocional e interpessoal como a ansiedade. Dessa forma, a questão jurídica deve ser analisada para diminuir essa prática, pois a decisão judicial em uma separação conjugal deve pautar-se, primeiramente, no bem-estar da criança envolvida.

São evidentes, portanto, os perigos relacionados a essa prática na atualidade. Sendo assim, faz-se necessário que as mídias digitas em parceria com ONGs, promovam campanhas ou palestras nas redes sociais com especialistas no assunto, para que as famílias sejam informadas acerca dos males causados por essa prática, a fim de modificarem seus comportamentos em relação aos filhos. Ademais, o Governo Federal deve implantar medidas legislativas, para tornar os processos de separação mais humanizados e com acompanhamento psicológico, a fim de priorizar o bem-estar das crianças.