Os perigos da alienação parental
Enviada em 26/02/2020
A entrada maciça da mulher no mercado de trabalho, principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), acarretou mudanças na família considerada “tradicional”: o pai passa a ser igualmente responsável pelos filhos e tem direitos sobre eles. Em um contexto de conflitos conjugais, a criança é a mais prejudicada - a alienação conjugal deixa de ser um problema da família para ser uma questão de saúde a ser resolvida.
Como visto no filme “História de um casamento”, lançado em 2020, mesmo em um divórcio “saudável”, a criança é manipulada para um dos lados, o que é considerado violência psicológica pela lei 13.431, de 2017. O crime à saúde mental do infante pode distraí-lo e, além de prejudicar sua aprendizagem na escola, torna o ambiente onde mora hostil, de modo que a convivência familiar passa a ser mais um esforço. A criança pode ter deficiências no desenvolvimento pela falta de apoio em casa e, mais tarde, desenvolver doenças como ansiedade e depressão.
Ademais, é de extrema importância ressaltar que, especialmente em locais mais pobres, a violência contra a mulher também está presente. A mãe pode sofrer física ou psicologicamente, impedida de denunciar os abusos por ameaças do companheiro e medo de perda da guarda do filho. Este, também abusado pelo pai, cresce com a visão errônea de que a mulher é submissa e, como diz o ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, deve aceitar ser violada. Por isso, a problemática tem raízes profundas e deve ser resolvida imediatamente.
Portanto, campanhas devem ser realizadas por psicólogos e profissionais da saúde, por meio de palestras, para conscientizar os pais sobre os efeitos da alienação conjugal na criança e a importância do vínculo com ela. Também deve ser feito um treinamento obrigatório nas universidades aos professores e educadores, para ensinar às crianças sobre o respeito e igualdade de gênero, ajudando-as a reconhecer e denunciar violências dentro de casa.