Os perigos da alienação parental

Enviada em 04/03/2020

No século XX, Hitler instaurou na Alemanha um regime político baseado na ideologia nazista. Com os seus discursos inflamados, ele conquistou grande apoio da população que, por sua vez, aderiu aos ideais de superioridade da “raça ariana” e ao antissemitismo. De forma análoga, em alguns casos, após o fim da vida conjugal, um dos genitores induzem os filhos a odiar o outro - fenômeno denominado alienação parental -, ocasionando danos psicológicos e emocionais na criança. Diante dessa perspectiva, compete a análise acerca de consequências e possível solução dessa problemática.

Em primeiro plano, é imperioso ressaltar os efeitos que essa manipulação gera. De acordo com o determinismo social, teoria defendida pelo filósofo Thomas Hobbes, o comportamento do indivíduo é ditado pelo meio em que esse vive. Tendo isso em vista, o desenvolvimento em lares conflituosos promove a formação negativa dos jovens, desencadeando problemas que, posteriormente, prejudicarão o convívio social desses.

Ademais, vale salientar outro aspecto que emerge como fruto da questão. Segundo a filósofa Hannah Arendt, “A pluralidade é a lei da Terra”. No entanto, nota-se que tal máxima não é aplicada em situações de alienação parental, devido ao fato do genitor alienado não possuir o mesmo ambiente emocional estável para construir uma relação sadia com a criança, tal qual o alienador. Desse modo, os envolvidos adquirem traumas emocionais que, se nenhuma ação for implementada para reverter esse cenário, perpetuarão pelo resto de suas vidas.

Logo, é mister a adoção de medidas a fim de impedir a ocorrência da alienação parental. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação criar, por meio de verbas governamentais, campanhas informativas voltadas para os impactos da alienação parental na construção da personalidade da criança, com o fito de alertar e conscientizar os pais que estão vivenciando essa situação, para que esses repensem as suas atitudes e estabeleçam uma convivência familiar saudável, garantindo assim, o desenvolvimento pleno de seus filhos. Assim, as crianças não serão vítimas de manipulação, como ocorreu com a população alemã.