Os perigos da alienação parental

Enviada em 12/03/2020

O documentário " A Morte Inventada" retrata um dos maiores problemas familiares da atualidade: a alienação parental, que consiste na interferência psicológica provocada na criança ou adolescente por um dos seus genitores contra outro membro da família. Nesse sentido, essa longa-metragem propõe uma realidade tão frequente e, ao mesmo tempo, desconhecida, que destrói a relações entre pais e filhos. Tal problemática ocorre devido ao sentimento de retaliação e à falta de punidade desse crime. A vista disso, uma solução deve ser encontrada, a fim solucionar esse problema.

Em primeira instância, o sentimento de vingança cultivado por um dos pais perpetua os perigos da alienação parental. Nesse contexto, seja por frustrações, ou um mal relacionamento acabado, para a maioria já é motivo de ir atrás de retaliação e, muitas vezes, o filhos são usados como uma alternativa para isso, antagonizando a figura a ser combatida. Consequentemente, o filho influenciado pode apresentar sentimentos constantes de mágoa ou ódio contra o outro genitor, criando um perfil predisposto à violência e sem autonomia, caracterizando um ser, como afirma Immanuel Kant, de menoridade intelectual, ou seja, sem soberania sobre seus intelectos, o que afeta toda sua vida social.

Outrossim, somado ao supracitado, a ausência do sentimento de punidade potencializa a prática da alienação parental. Sendo assim, Cícero, orador e político do Império Romano, dissertara que o maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade. De fato, mesmo que atualmente haja legislações no que tange à punição a alienação parental, ainda são inócuas e pouco discutidas, o que é péssimo, pois gera impotência e a ideia de que não existe nada a ser feito. Nesse sentido, tal cenário deixa aberto para os pais alienadores continuarem o seu controle psicoemocional sobre as crianças, criando um ciclo vicioso eterno. Desse modo, se essa for a situação, mais esse crime se enraizará.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que impasses sejam encontrados para obliterar a alienação parental e seus perigos. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto ao Ministério da Família, promover apoio e conselhos às famílias afetadas por essa condição, por meio de criação de clínicas públicas voltadas à saúde da família que irão dar auxílio psicológico para os pais e filhos, a fim de que os problemas familiares sejam resolvidos e alienação parental não seja mais uma opção. Ademais, o Estado deve, ainda, punir com leis mais intransigentes, por intermédio da criação de um pacote de medidas paliativas e preventivas que irão, além de dar advertências e multas, levarão presos os pais alienadores, com o intuito de sanar de vez o problema supradito. Feito isso, garantir-se-á que o documentário “A Morte Inventada” deixe de retratar a sociedade atual.