Os perigos da alienação parental

Enviada em 15/03/2020

Alienação parental acontece quando o pai ou a mãe tentam impedir o vínculo afetivo entre a criança e o outro. Esse problema sempre existiu, entretanto, com o crescente número de divórcios, ele vem aumentando ainda mais, sendo praticado de forma sutil e quase imperceptível na maioria das vezes, e que, por conseguinte, acaba afetando no psicológico da criança. Desse modo, é evidente que medidas devem ser tomadas contra essa violência tão presente na sociedade atual.

A princípio, a justiça atribuía a guarda da criança a mãe, já que era a figura materna a mais presente na vida da criança, toda vida, hoje em dia já não é mais assim, a figura paterna ganhou um grande espaço na vida delas, e o sistema jurídico não se atualizou para tal mudança, já que deixar a criança com alguém que ela não quer, é um dos fatores que causam a alienação parental, visto que, quem pegou a guarda da criança, quer de todo jeito que a mesma odeie o outro, por isso que esse sistema deve ser atualizado de forma que minimize esse problema, já que infelizmente os principais culpados de tudo isso, os pais, não conseguem se entender, resultando em problemas para a criança.

Em 2017 foi criada a lei de número 13.431, que criminaliza a alienação parental, colocando-a como violência psicológica, um ato de extrema importância já que isso pode trazer sérias consequências para a vida da criança ou adolescente, como dificuldade no processo de desenvolvimento e de aprendizagem das relações, formando jovens incapazes de criar laços, podem adquirir um quadro de depressão, podem sofrer abusos e agressões e podem também usar entorpecentes, entre outros problemas extremamente graves, o que deixa explícito o quão irresponsáveis são os pais que fazem as crianças e adolescentes passarem por tudo isso.

De acordo com o texto, evidencia-se que a mudança deve ser feita principalmente no sistema jurídico, dito isso, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, juntamente com o setor judiciário, atualizar as regras para a guarda do filho, de modo que a criança seja ouvida, e com ajuda de psicólogos, verificar se a criança e o pai ou a mãe possuem uma relação saudável e segura para a mesma, para que assim ela consiga crescer sem problemas e de forma feliz.