Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/03/2020

A alienação parental é uma problemática que sempre esteve inserida na sociedade, mas ganhou visibilidade somente nos últimos dez anos, depois que esta prática foi considerada crime, muito em função das consequências, uma vez que afeta a saúde psíquica da criança e seu desenvolvimento.

O Brasil é um dos poucos países que tem uma legislação sobre este assunto. Alienação parental é considerada crime desde 2010, tendo a pena de seis meses a dois anos de detenção, dependendo do nível da consequência. O processo conta com o apoio de psicólogos que analisam a situação e os indivíduos envolvidos.

Entre tantos perigos e conseqüências, a depressão é a mais comum, fazendo com que a criança, colocada de forma “egoísta” e desnecessária no meio das questões de uma separação, sinta uma profunda tristeza, indisposição para realizar atividades e sair de casa, afetando seu desempenho escolar pela falta de concentração e vontade de estudar. Normalmente na adolescência, esta tristeza pode ser descontada em entorpecentes ou álcool, levando à dependência e vicio ou em dores físicas como automutilação e, até em casos mais graves, o suicídio.

Todos estes fatores afetam a saúde mental, emocional e intelectual dessas vitimas, trazendo consequências na vida adulta, prejudicando as relações conjugais e limitando as possibilidades profissionais, pelas inseguranças deixadas como marcas profundas no íntimo dessas pessoas. No documentário brasileiro, A Morte Inventada, conta a experiência e as consequências na vida das pessoas que sofreram alienação parental.

Portanto, as escolas através dos professores e psicólogos devem identificar o comportamento anormal e suspeito da criança, analisando seu desempenho e, muitas vezes, chamando os pais para uma discussão ou, em casos extremos, alertar o Conselho Tutelar para, assim, evitar ao máximo as consequências e os perigos que a alienação parental pode causar nas vítimas.