Os perigos da alienação parental
Enviada em 20/04/2020
A alienação parental acontece quando uma criança é impedida de ter contato com um parente ou é manipulada por um membro de sua família, agindo de forma agressiva, desrespeitosa ou amedrontada para com outro membro familiar. Esse processo é psicologicamente nocivo a criança e é frequentemente visto em divórcios, onde há muito conflito entre os pais.
Alienação parental é considerado um crime segundo a Lei 12.318, sancionada em 2008, e como pena os agressores podem até mesmo perder a guarda da criança. Em Julho do ano passado, foi dada entrada de um pedido de revogação desta lei devido a quantidade de denúncias falsas, mas até agora nada foi realmente decidido. Segundo o Ministério Público do Pará, cerca de 20 milhões de crianças sofrem este tipo de abuso, e, segundo o site G1, de 2016 para 2017 as ações judiciais por alienação parental cresceram cerca de 5,5% mostrando que a informação a respeito deste assunto cresceu.
A publicitária Rafaella Leme, relatou a revista Época que, dos 8 aos 26, ela odiou o seu pai. Ela narra que, após a separação de seus pais, se recorda de passar os fins de semana com seu pai e voltar feliz, mas tudo mudou quando seu pai engatou um novo relacionamento. Sua mãe começou um discurso dizendo que seu pai não prestava, que era um canalha e Rafaella, por influência, acabou tomando aquele discurso como seu. Esta é, hoje, a tóxica realidade de muitas crianças que tem os país separados, e este tipo de abuso pode causar na criança depressão, ansiedade, baixa auto-estima, inclinação ao uso de drogas, alcool, pode dificultar a sua habilidade de formar relacionamentos, além de que priva a criança e ter um relacionamento saudável com os ambos os país.
Concluímos que a alienação parental é um grave e atual tipo de abuso, que já tem punições serissimas para o agressor, porém necessita de mais suporte para as vitimas, como terapias e grupos de apoio, claro, pagos pelo agressor.