Os perigos da alienação parental

Enviada em 01/04/2020

Atualmente, a alienação parental é uma temática comumente vista na sociedade. Isso se deve, sobretudo, ao processo de divórcio conturbado entre os genitores, além do recurso da guarda compartilhada. Tais situações colaboram para um traumático efeito para a criança, logo, são necessárias ações governamentais, visando diminuir os perigos da alienação parental.

A síndrome de Alienação Parental (SAP), é um termo criado por Richard Gardner, que define a situação em que o pai ou a mãe de uma criança a induz para romper os laços afetivos com o outro genitor. Esse quadro é frequentemente observado nos casos de divórcios conturbados entre os pais da criança. Esses indivíduos acabam desenvolvendo repulsa em relação ao outro genitor, e tal sentimento é transmitido para a criança, seja através de insultos, seja pela manipulação. Essa situação acaba desenvolvendo transtornos de ansiedade nos filhos, que não sabem qual opinião escutar.

Ademais, o processo de guarda compartilhada, deveria existir com o intuito de erradicar os acontecimentos de alienação parental, visto que os dois responsáveis tem os mesmos direitos e o mesmo tempo com seus filhos. No entanto, em casos de desentendimentos entre os genitores, ambos acabam influenciando perigosamente a opinião do filho sobre o comportamento do outro, contribuindo para um ambiente conturbado e desestruturado em que esse jovem é obrigado a se desenvolver.

Portanto, é sabido que são muitos os perigos da alienação parental. Dessa maneira, o Ministério Público deve garantir que durante processos de divórcio, as crianças vão ser acompanhadas psicologicamente por profissionais da área, juntamente com os genitores, que devem manter o mesmo acompanhamento com profissionais diferentes, objetivando garantir que não haja a transferência de sentimentos negativos, que contribuam para a opinião dos filhos em relação ao outro responsável.  Além disso, nos casos de guarda compartilhada, deve haver um acompanhamento por meio de assistentes sociais juntamente com psicólogos, que visitem as casas e conversem com as crianças, com o intuito de saber o que ocorre no ambiente, evitando casos de tentativas de alienação parental.