Os perigos da alienação parental
Enviada em 29/03/2020
A alienação parental é uma interferência na formação psicológica da criança e do adolescente, em virtude da instabilidade emocional provocada pela falta de consenso entre as partes integrantes do divórcio, de modo que influencie o comportamento dos dependentes legais e prejudique as relações de afeto com o genitor. Ademais, de acordo com a psicanalista Cristiane Maluf, “As crianças são a parte mais frágil de qualquer relação. Manipular sentimentos e comportamentos dessa maneira tem consequências para o resto da vida”. Portanto, a alienação parental ameaça o desenvolvimento saudável da criança e do adolescente, à medida que essa prática propicia problemas psicológicos como a depressão, a ansiedade e a insegurança diante de relações interpessoais durante a vida.
Nesse sentido, a falta de apoio psicológico diante de uma separação conjugal pode ocasionar práticas como a alienação parental. Além disso, perante uma nova realidade os adultos em questão, por vezes, transferem as frustrações e os sentimentos negativos em relação ao outro para a formação educacional dos filhos. Contudo, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente Lei 8069 Artigo 15 Parágrafo 5º, “A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação”. Logo, a participação familiar saudável e sem distinção é prevista como direito fundamental, de modo que seja cumprido em detrimento do pleno desenvolvimento desses indivíduos na sociedade.
Outrossim, a pouquidade de conhecimento e interesse sobre essa temática provoca, por conseguinte, a extensão dessa problemática, uma vez que ao desconhecer as consequências da alienação parental esse posicionamento torna-se algo naturalizado socialmente. Diante dessa lógica, é necessário conscientizar a população sobre os perigos dessa conduta, promovendo pesquisas e estudos sobre esse assunto como forma de combater os prejuízos psicológicos como a depressão, a insegurança e a maior probabilidade do uso exacerbado de drogas como o álcool e entorpecentes.
Portanto, diante dos fatos apresentados é fulcral que para minimizar os perigos causados pela alienação parental, o Governo Federal por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos promova estudos e pesquisas sobre essa temática, assim como campanhas de auxílio psicológico, a fim de conscientizar a população sobre os danos causados no desenvolvimento da criança e do adolescente na sociedade. Assim, os perigos da alienação parental serão decrescidos de forma efetiva na sociedade.