Os perigos da alienação parental
Enviada em 31/03/2020
“Seu pai não paga a pensão porque ele só se importa consigo mesmo”; “Sua mãe é muito burra para cuidar de você”; “Diga para o seu pai que ele não vai mais te ver se …”; “Sua avó não quer que eu te veja porque ela quer você presa com ela”; “Aquela nova namorada do seu pai só finge que gosta de você porque vai ganhar algo com isso”.
A alienação parental se trata de quando uma das figuras parentais de uma criança ou adolescente utiliza de meios linguísticos para desmoralizar e ridicularizar a outra como tentativa de impedir o contato ou as relações do menor com seu/sua genitor(a) ou responsável. Frequentemente, os motivos de quem age como um alienador na vida de seu filho, neto, enteado, etc. são ligados à vingança por uma ação passada da outra figura parental que, frequentemente, não é diretamente ligada ao menor de idade.
O comportamento, que é apresentado à criança, é classificado uma espécie de abuso infantil, mesmo que não seja algo intencional, por acarretar no prejuízo da saúde mental e do emocional daquele que é exposto e induzido a odiar uma pessoa com papel significativo em sua vida sem motivos. Este tipo de atitude é um crime que pode ser punido com multas ou até com a alteração da guarda do menor de idade e pode levar o alienador à cadeia caso haja o descumprimento das ordem judiciais.
Envolver um criança em brigas resultantes de namoros fracassados, casamentos ruins, traições, falta de dinheiro, etc. não são ações que devam ser cometidas por aqueles que se dizem pais, pois com isso prejudicam a confiança que esta pessoa, ainda tão nova, virá a ter, não somente para com os progenitores mas também para consigo mesma e com outras pessoas que podem algum dia participar de sua vida. Aqueles que se importam com as crianças e adolescentes, sejam eles seus responsáveis legais ou não, devem sempre analisar como são as relações que o menor estabelece para impedir que a alienação parental aconteça e levar ao fim dela caso já seja parte na convivência deste, aconselhando o tratamento psicológico e, se preciso, envolvendo as autoridades.