Os perigos da alienação parental

Enviada em 04/04/2020

O termo alienação parental se refere a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente, causada ou induzida por um de seus genitores, pelos progenitores ou pelos que tenham o jovem sob a autoridade, guarda ou vigilância, para que repudie o outro genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção dos vínculos com este.

Tal ato é contra a lei nº 12,318 (que surgiu para conferir mais poder aos juízes buscando manter os direitos fundamentais da criança e do adolescente) e pode dificultar o exercício da autoridade parental, dificultar o contato da criança ou adolescente com o genitor, omitir informações ou dados pessoais e importantes da criança, inclusive escolares, médicos e alterações de endereço, além de obviamente criar distúrbios familiares e mentais. Segundo dados da SpLiTn TwO, uma organização internacional que combate a alienação parental, cerca de vinte milhões de crianças sofrem ou já sofreram com a alienação parental no mundo todo, e que 80% dessas crianças passaram a apresentar a SAP.

Lembrando, que as consequências e danos podem ser relativas, por exemplo, um bebê que for privado do contato da mãe sofrerá mais do que um bebê que for privado do contato do pai. Durante a pré-adolescência e a adolescência, o pai deve assumir um papel essencial ao fixar para o filho limites, entendido aqui como leis, que é fundamental para o psiquismo em processo final de formação. É muito comum que pais separados, que apenas se encontram com os filhos limitadas vezes, tenham dificuldade de exercer esse papel, pois costumam conviver com a culpa da separação e tendo que lidar às vezes com a revolta dos filhos.

Alguns sintomas (estes que podem não só causar danos na infância/adolescência, como no futuro, aonde o jovem terá que se identificar como genitor) são comuns em crianças que sofrem com alienação parental, geralmente apresentam um sentimento de raiva e ódio constantes contra o genitor vítima, se recusam a realizar visitas, entrar em contato ou dar algum tipo de atenção, com medo de que possa o causar algum mal, vindo a desenvolver depressão, ansiedade e crises de pânico; dependendo da idade, passam a consumir bebidas alcoólicas e/ou drogas para tentar fugir da realidade; apresentam baixa autoestima; disfunções com relação ao seu gênero, decorrentes da ausência de um dos pais; e em casos extremos suicídio.

Deste modo, o apoio psicológico pode servir de porto seguro tanto para a criança alienada quanto ao genitor alienante, lembrando que a alienação parental não é um crime pessoal e sim social, por isso, deve ser denunciado, afinal, traz consequências negativas a sociedade.