Os perigos da alienação parental

Enviada em 05/04/2020

O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant e o britânico Jeremy Bentham,todos eles tem algo em comum:dissertaram sobre a ética,condutas universais do homem para que se tenha boa convivência social de maneira plena,em suas premissas e obras.No entanto,essas regras vêm sendo quebradas constantemente,como no caso da alienação parental,em especial,no Brasil.Dessa maneira, é necessário apontar dois pontos importantes nessa temática:a causa principal que seria o divórcio entre os dois de maneira não harmoniosa e as consequências paras as crianças.

A princípio,vale ressaltar a definição sobre a alienação parental é o conflito entre os cônjuges e o filho no meio dessa situação.Nesse sentido,segundo Pierre Bourdieu,sociólogo francês,o processo de socialização de um indivíduo se inicia a partir da família,pois é o primeiro contato que ele terá com a fala,cultura e modelagem de sua personalidade será estruturada a partir deles.Contudo,quando esse procedimento é feito de maneira destrutiva,em que a mãe ou o pai  xingam uns aos outros na frente dos filhos,isso cria uma desordem na mente dos mais pequenos nesse cenário caótico,sem harmonia.Em síntese,na conjuntura ideal,o que deveria ocorrer seria um consenso por parte dos dois pela conversa,e isso é ratificado pelo pensamento do Jurgen Habermas,filósofo alemão,em sua teoria do agir comunicativo,e a partir disso,chegar a uma solução ou consenso.

Outrossim,cabe salientar a naturalização do mal nessa estrutura como efeito do problema em questão.Isto porque,consoante a Hannah Arendt,em seu livro sobre “As Origens do Totalitarismo”,ela destrincha sobre a sua tese da banalidade do mal,em que no momento em que a violência se torna algo do cotidiano na vida de meninos e meninas,em algum momento será apenas considerada uma ação comum.Sendo assim,ao se analisar tal questão,torna-se evidente que isso afeta eles de maneira direita,até  permanentemente,o psicológico.Logo,ações são cruciais nesse paradigma.

Infere-se,portanto,que medidas são necessárias a fim de atenuar esse impasse.Para que isso ocorra,o Ministério da Educação,em coparticipação com o da Mulher,da Família e dos Direitos Humanos,deve realizar medidas,a curto e a longo prazo,como debates em faculdades e escolas,tanto públicas quanto privadas,sobre esse assunto,além de distribuição de cartilhas informativas em locais com grande fluxo de pessoas,como em shoppings,shows,praças públicas,entre outros.Isso será tangível por meio de parcerias público-privadas,o que contribuiria com capital.Além disso,mídia poderia divulgar esses eventos em canais abertos e fechados,em horário nobre,com a participação dos  representantes dos ministérios em destaque,além de profissionais das ciências sociais,psicólogos e filósofos. Espera-se,com isso,que se dissemine o senso crítico dos pais e da sociedade.