Os perigos da alienação parental

Enviada em 10/04/2020

Na obra cinematográfica “Um lugar assustador”, seu protagonista Jake convive com a separação dos pais ainda jovem. Na obra, com o passar do tempo, sua mãe começa a prejudicar o menino psicologicamente semeando atitudes que minarão o amor de seu filho pelo pai. Diante disso, é passível a percepção, que cada vez mais no mundo quadros parecidos com o de Jake de alienação parental estão sendo notificados. Assim, é lícito afirmar, que as consequências da alienação parental para os filhos são dentre elas o surgimento de doenças psíquicas e dificuldades em desenvolver relações interpessoais futuras. Desse modo, urgem medidas para modificar essa situação.

Em primeiro plano, evidencia-se, que vítimas desse processo de alienação apresentam quadros de depressão, ansiedade, síndrome do pânico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos, e entre os motivos desse significante aumento está essa violência psicológica feita pelos genitores. Ademais, como representado no filme citado, as vítimas se sentem desamparadas, solitárias e não sabem em quem confiar, gerando problemas emocionais muitas vezes graves, que vão acompanhar  os filhos por todo a vida

Em segundo plano, é imperativo pontuar que os traumas sofridos pelas crianças ou adolescentes podem gerar consequências em relações futuras, como falta de confiança ou até medo de entrar em um relacionamento sério. Portanto, quando os filhos crescem com abusos emocionais, eles levam a raiva e desconfiança para seu futuro parceiro, futuras amizades. Ou até mesmo, quadros de timidez extrema que podem dificultar o convívio social, que é uma necessidade humana.

É evidente, portanto, que a alienação parental traz enorme consequências para as vítimas tanto sociais quanto mentais. Logo, é necessário que chefes de Estado por todo o mundo invistam nos órgãos políticos responsáveis pela criança e adolescente, visando uma maior observação e rigor nesses casos. Para isso, ele deve  estabelecer parcerias com psiquiatras e psicólogos para genitores e filhos, visando um tratamento para sanar a alienação parental. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), pode promover campanhas de conscientização nos países sobre a alienação parental sobre como combate-lá. Desse modo, histórias de filmes como “Um lugar assustador” ficaram somente no cinema e não no cotidiano dos jovens.

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