Os perigos da alienação parental

Enviada em 01/05/2020

Bases para um futuro

A psicanálise, área da psicologia criada por Freud, no século XIX, divide o cérebro em áreas de atuação, entre elas o ID, parte mais instintiva e genuína do ser humano, que é moldado pelos contatos sociais. Desse modo, é notório que a prática da alienação parental afeta diretamente o desenvolvimento de tal área, influindo intensamente na construção ética e social do indivíduo. Dessa maneira, cabe analisar os perigos da alienação parental na saúde e vida dos filhos impactados.

Posto isso, é conveniente examinar a relevância da família na formação do indivíduo na sociedade. Dessa forma, Émile Durkheim, sociólogo do século XIX, define família como base para a construção de valores éticos e morais do ser humano, fundamentais  para a vida em sociedade. Assim sendo, a manipulação psicológica e sentimental do filho contra um dos  genitores burla os conceitos éticos e morais das bases familiares, acarretando impasses na perspectiva social do valor dos pais e sua participação na formação de cidadão éticos e empáticos. Por conseguinte, há a complicação psicológica da criança, segundo o neuropsicólogo Richard Gardner, ocasiona a síndrome da alienação parental, influindo não só na relação com os genitores mas também na forma de interação social.

Nessa perspectiva, Salomão, em seu livro de provérbios,discorreu sobre  a relevância dos pais na vida dos  filhos. Ensina o menino no caminho em que se deve andar e até na velhice não se esquecerá dele. Sob essa ótica, é evidente a importância da participação total dos genitores na formação dos filhos, produzindo frutos que perdurarão até a completa estruturação de um cidadão também apto para postergar tais efeitos.Tal ruptura ocasiona a formação de seres apáticos e anômicos.

Portanto, cabe, então, a intervenção Estatal para amenizar tais problemas. Então, assiste ao Ministério da Família, em anuência ao Ministério da Educação, promover palestras com os pais recém separados, por meio de encontros coletivos semanais, com fito de instruir e conscientizar sobre a relação parental equânime. Cabe, também, ao Ministério da Educação, fomentar, por meio de aulas de sociologia junto à filosofia, o debate sobre a importância da família na sociedade, para facilitar o diálogo de pais separados com os filhos, amenizando possíveis quadros conflituosos. Dessa forma, construir uma sociedade equilibrada, justa e equânime, pondo fim ao grau de anomia e pautar seu progresso na valorização das bases de instituições como a  familiar, como postulou Durkheim, fundamentando, assim,  bases para um futuro e modelação adequada do ID, para a vida social harmoniosa.