Os perigos da alienação parental
Enviada em 01/05/2020
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, fica assegurado à toda população, por intermédio das legislações sociais, o pleno direito à democracia, em que os indivíduos do corpo civil não devem ser manipulados por quaisquer entidades. No entanto, dados estatísticos alertam um aumento na alienação parental no que tange ao poder persuasivo que os pais exercem sobre seus filhos. Tal ação acaba gerando uma série de danos à capacidade de socialização dos indivíduos, uma vez que devido à essa violência parental, há um certo comprometimento psicológico, além da redução da capacidade de desenvoltura do afeto social.
A princípio, vale destacar que a alienação parental põe em risco a sanidade mental daqueles que são violentados. Tal cenário foi comprovado pela Professora da UNESP Edwirges Rodrigues, em que, através de um estudo acadêmico, pôde observar uma maior propensão ao surgimento de distúrbios psiquicos em crianças que foram submetidas à conflitos familiares. Dessa forma, é notória a maturação dessa problemática em que os menores de idade, sem o acolhimento adequado de seus familiares, são psicologicamente afetados, contribuindo assim com o exorbitante aumento de casos de depressão na infância, que por muitas vezes é negligenciado pela esfera social.
Além disso, a alienação parental também poderá prejudicar a vida social dos filhos, uma vez que é comum que ao término de alguma relação afetiva entre os pais, aquele que ficou responsável pela criança costuma induzir o pensamento desse filho para voltar-se contra o suposto vilão da história. Conforme o pensamento do Sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos na atualidade uma modernidade líquida, na qual o ter sobrepõe o ser. Sendo assim, é comum que as pessoas utilizem argumentos favoráveis para sí e que ao mesmo tempo promovam o detrimento de outrém, e dessa forma, torna favorável o sentimento de não pertencimento daqueles que foram acometidos, limitando assim a desenvoltura do afeto social.
Portanto, para haja a redução dos problemas decorrentes da alienação parental, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, compete ao Governo combater o abuso parental relacionado ao processo de alienação de seus filhos, por meio da criação de uma lei que deverá garantir que os direitos constitucionais referentes à não manipulação sejam cumpridos. Também deverá ser estipulado punições aos infratores, para que haja maior adesão possível à essa medida legislatida. Feito isso, será possível garantir que os pais deixem colaborar com o aumento do apararecimento da depressão infantil, além de permitir que as crianças se desenvolvam socialmente da maneira adequada.