Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/04/2020

Alienação parental é um crime previsto pela lei 12.319/10, sendo um tema de grande importância, pois segundo o IBGE aproximadamente 85% das crianças brasileiras são vulneráveis a esse tipo de criminalidade. Diante desse fato, torna-se imprescindível a discursão dos impactos psicológicos, que vão desde problemas de socialização a distúrbios de comportamentos, causados nos menores.

Primeiramente, alienação parietal é toda e qualquer influência negativa, seja ela difamação, xingamento ou mentiras, que um dos genitores pode criar a respeito do outro. Baseado nisso, a criança cria uma imagem distorcida em relação a um dos seus pais, dificultando a aproximação e qualquer demonstração de carinho e afeto. Porem, esse afastamento criado pode repercutir na vida social do menor, principalmente, no convívio escolar, quando a criança não se sentir pertencente ao grupo de amigos que tem pai e mãe, por não considerar a presença materna ou patena em sua vida, já que foi concebido em sua mente uma imagem negativa dessa pessoa. Nesse sentido, é importante que o influenciador tenha consciência dos fatores desfavorável que pode ser repercutido no influenciado.

Ademais, essa alienação formada não tem como intuito afetar a criança, e sim o parceiro por dezenas de motivos, por exemplo, raiva, inveja, vingança ou falta de aceitação no fim do relacionamento. Entretanto, indiretamente acaba afetando o filho, criando muitas vezes distúrbios comportamentais como bulimia ou anorexia, pelo influenciado achar que a causa daquilo tudo é dele, fazendo com que ele crie uma rejeição de si próprio, devido a essa dualidade criada dentro dele e pela imaturidade em não saber lidar com essas emoções por ser muito novo.