Os perigos da alienação parental

Enviada em 01/05/2020

O filme ‘‘Treinando o papai’’ retrata a vida de Peyton, uma criança que sonha em conhecer seu pai -Joe Kingman, grande jogador de futebol- mas, é proibida por sua tia Karen que, por não gostar do jogador, não permite o contato do pai com sua filha. Peyton mente e vai atrás do seu pai, decisão que, por não possuir o apoio de sua tia, a põe em situações ruins e muitas confusões. Fora da ficção, é fato que a trama apresentada no filme pode ser relacionada ao hodierno cenário global, visto que, cada vez mais crianças e adolescentes são expostas aos alarmantes perigos da alienação parental. Esse cenário nefasto ocorre em virtude da alienação provocada por parentes e causa danos psíquicos e emocionais.      Em primeira análise, é fundamental destacar que um dos causadores do impasse é a alienação estabelecida pelos parentes da criança/adolescente. De acordo com a lei 13.431/2017,  os atos de alienação parental são considerados violência psicológica. Portanto, os perigos da alienação parental ferem diretamente os direitos ora da criança ora do genitor afetado, isso ocorre porque, tal lei não se encontra respeitada na conjuntura atual, acarretando grande exposição e sofrimento para com à vítima que muitas vezes de forma inconsciente desenvolve sentimentos ruins contra o pai ou mãe desprovido da guarda, pela grande influência do autor da violência.                                                                                  Em segunda análise, vale salientar que os sérios danos psíquicos e emocionais causados pelos perigos da alienação parental também corroboram tal problemática apresentada. De acordo com a (SAP) Síndrome de Alienação Parental, estima-se que mais de 20 milhões de crianças no mundo sofram este tipo de violência. Com isso, fica claro o descaso familiar para com as crianças/adolescentes que são impedidos de desfrutar uma infância/adolescência saudável, acarretando traumas sérios que, se desenvolvidos podem causar problemas como distúrbios de atenção ou até mesmo problemas irreversíveis como ansiedade e depressão.                                                                                                      Destarte, urge a adoção de medidas com o intuito de mudar o cenário atual que não se mostra satisfatório, desde ações do Ministério da Justiça para reforçar leis já existentes e promover campanhas midiáticas por meio televisivo orientando a população os riscos causados pela alienação parental e alertando sobre punições a quem cometer tal prática. Vale também, ações do Ministério da Educação para, nas escolas, promover palestras de psicólogos e psiquiatras, promover também o acompanhamento pessoal de cada aluno com tais profissionais, com finalidade prevenir ou tratar crianças e adolescentes que possam desenvolver danos psíquicos e emocionais. Para assim, assegurar que o direito estabelecido seja efetuado e garantir que crianças e adolescentes desfrutem de vidas felizes e saúdaveis.