Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/04/2020

Durante o governo do imperador Otávio Augusto, na Roma Antiga, foi implementada a política do Pão e Circo que tinha como principal função proporcionar a alienação da população plebeia acerca de assuntos relacionados a problemas sociais. Partindo desse contexto, apesar do hiato temporal, é possível perceber que indivíduos com grande poder de influência ainda utilizam mecanismos, como por exemplo a alienação parental, para manipular pessoas de acordo com seus interesses. Frente a isso, é preciso analisar o motivo que corrobora com a prática da alienação parental, bem como o seu perigo.

Nota-se, primeiramente, que o principal motivo que leva ao exercício da alienação parental é a separação conjugal associada a insatisfação de uma das partes do processo. Isso ocorre porque, frente a um divórcio indesejável, um dos genitores da criança coloca em prática a manipulação psicológica infantil, contra o ex-conjugue. Isso é feito através de discursos, baseados em chantagens emocionais, que desconstroem a imagem materna ou paterna e, com isso, leva a criança a associar o genitor alienado a um indivíduo desconhecido que pode lhe causar algum mal. Tal fato pode ser comprovado por meio de dados divulgados pelo Instituto de Geografia e Estatísticas, os quais afirmam que mais de 50% das crianças, filhas de pais divorciados, já sofreram com a alienação parental praticada majoritariamente por genitores em processo de separação litigioso.

Percebe-se, também, que o principal perigo proporcionado pela alienação parental é o comprometimento negativo da saúde mental infantil. Isso ocorre porque a criança está constantemente imersa em um ambiente de disputas entre seus genitores, no qual um deles utilizasse de artifícios para  manipular o pensamento infantil. Diante disso, a criança que está no processo de desenvolvimento crítico e cognitivo acaba sendo afetada psicologicamente devido ao presenciamento de atos e discursos abusivos, como por exemplo a incitação da perversidade de um dos seus responsáveis. Tal prática acaba por afetar negativamente a saúde psíquica e emocional infantil e isso reflete-se na qualidade de vida futura da criança, bem como nas suas condutas. Isso pode ser comprovado a partir de uma notícia veiculada no jornal G1, a qual afirma que de 70% das pessoas que já foram expostos a da alienação parental, quando crianças, tem uma maior tendencia de cometer crimes graves ou o suicido.

Frente a isso, é necessário que o governo, na esfera Federal, utilize os meios de comunicação em massa para divulgar a importância das denúncias dos casos de alienação parental, principalmente em canais de televisão, visto que possuem amplo alcance social. Tal medida deve ser feita mediante incentivos fiscais e tem o objetivo de penalizar judicialmente pessoas que comprometem o desenvolvimento psíquico e cognitivo de crianças em detrimento de seus interesseis pessoais.