Os perigos da alienação parental
Enviada em 01/05/2020
No Estatuto da Criança e Adolescente, prevê que todo cidadão quais não completaram a maioridade tem o direito fundamental de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas. Dessa maneira, os jovens são resguardados por lei em relação a sua completude. Entretanto, na sociedade vigente brasileira são existentes casos de alienação parental, o qual feri diretamente o direito da vítima. A partir desse contexto, é válido enfatizar os perigos causados pela alienação parental, seja eles a questão do ódio gratuito a uma das partes que repercute no afastamento da convivência, como também por ser uma das causas de problemas psicológicos.
Inicialmente, é possível destacar que tanto o pai quanto a mãe tem papeis fundamentais na formação dos filhos, os quais são indubitáveis na formação da psique da criança. Todavia, muitos pais por conta do fim do relacionamento, em sua maioria, conflituosos transferem sua raiva para o menor, que acaba assimilando aquilo como verdade absoluta. Nessa perspectiva, no documentário " Armas de vingança", mostra com depoimento e casos reais a questão da alienação parental. E nesse filme, tem o caso de uma menina a qual a mãe conseguiu convencer a criança de que o pai tenha tido relações abusivas com ela, que posteriormente foram desmentidas, mas mesmo assim a criança, ainda, não acredita. Dessa forma, indo de encontro a questão dos papeis fundamentais, que causará problemas na vida da criança.
Em segunda análise, convém ressaltar um dos principais efeitos causados pela alienação parental, o qual é o aumento de chances de desenvolver doenças psicológicas. A par disso, para o pensador Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações humanas são estabelecidas pela coerção de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil