Os perigos da alienação parental

Enviada em 01/05/2020

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferências destrutivas são resguardados a todos os cidadãos que ainda não atingiram a maioridade. No entanto, tais direitos são inviabilizados devido à crise ética da instituição familiar causada pela alienação parental, sendo esta, principal mediadora do processo formativo e um mecanismo desencadeador de doenças psíquicas.

A priori, é fundamental analisar como a dominação coercitiva de membros indefesos precariza a formação destes. A par disso, para o pensador Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações humanas são estabelecidas pela coerção minimalista de agentes diários que não representam grandes entidades sociais. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico e formativo dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos.

Além disso, convém ressaltar tal alienação como instrumento de desencadeamento de transtornos psicológicos. Nesse viés, segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pelo alienamento parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos em crianças e jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Portanto, fica evidente que a alienação parental traz consigo perigos para os cidadãos indefesos. Em vista disso, faz-se necessário que o governo promova debates e palestras públicos que contem com a presença de psicólogos especializados a fim de conscientizar os genitores acerca do assunto para que não ocorra a interferência no processo formativo de crianças e jovens. Por fim, o Poder Legislativo, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, com a finalidade  de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais.