Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/04/2020

Segundo a Lei da Alienação Parental (Lei 12.318), a alienação caracteriza-se por “realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade”, essa desqualificação feita por um dos genitores pode causar dano ao desenvolvimento dos filhos. Sendo assim, é importante que os pais aos se separarem não usem os pequenos como objeto de vingança e que tenham em mente que ambos são importantes para o bom desenvolvimento dos seus filhos.

De acordo com a advogada Juliana Guilhermano, dependendo do tipo de alienação parental, a criança pode até assumir os pensamentos do alienador, e isso gera um dependência nela, a deixando sem autonomia. Essa conduta é perigosa, pois pode ser qualificado como um abuso psicológico, já que o filho vai ser utilizado como um instrumento de vingança por um dos genitores. Tal ato gerará grandes problemas para a formação desse individuo, porque os pais são tidos como a principal referência de mundo e de sociedade para as crianças e adolescentes. E esse abuso pode interferir em diversos aspectos, podendo ser eles: intelectual, cognitivo, social e emocional. O dano causado pelo alienador, pode ser irreversível, trazendo assim vários aspectos negativos para a personalidade da criança.

Além disso, os pais devem ter em mente que mesmo separados os dois são importantes para o bom desenvolvimento da criança ou adolescente, ambos tem um papel fundamental para o processo formativo dos seus filhos, segundo a psicóloga Rosely Sayão, “É preciso que a criança tenha a garantia de crescer e se desenvolver na companhia dos dois pais.” Dessa forma ela terá a oportunidade de ser relacionar com duas pessoas distintas e ter duas referências diferentes. Quando um genitor começa a alienar, falando mal do outro genitor para a criança, forma-se uma grande confusão na cabeça dela, e e elas acabam ficando no meio de uma guerra entre seus pais e isso gera um grande desequilibro emocional. O alienador passa a se utilizar da fragilidade que se progênito possui para difamar o outro, isso se caracteriza também como abandono afetivo, que é quando o pai ou mãe se preocupar mais em atacar o outro responsável, do que no bem estar do filho.

Portanto, é necessário que sejam tomadas medidas para garantir o bem estar físico e mental da criança e do adolescente, sendo assim, a vara da família junto com o serviço social, deve estar cada vez mais atento aos casos de alienação parental, oferecendo ajuda psicológica gratuita, fazendo campanhas e palestra. As ajudas psicológicas devem ser para todas as crianças que os pais estão passando por um processo de separação, para que possam ajudar a criança a passar por isso sem ter danos mentais, as palestras e campanhas devem ser para conscientizar e ajudar os pais que são separados, para que saibam que devem aprender a conviver para o bem estar dos seus filhos.