Os perigos da alienação parental
Enviada em 24/04/2020
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente, como os direitos fundamentais e à integridade da juventude. No entanto, hodiernamente, essa legislação não é cumprida, uma vez que a alienação parental é recorrente na sociedade. Tal panorama decorre, precipuamente, devido a negligência dos genitores ocasionando problemas psicológicos aos infantes.
A princípio, evidencia-se que a negligência que os pais possuem perante aos filhos, a qual, frequentemente, é proposital ocorre, principalmente, em face do desconhecimento referente as consequências. Nesse sentido, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 80% dos filhos de pais separados sofrem com chantagens emocionais dos genitores. Sob esse viés, depreende-se que há necessidade de instruir tais cidadãos, já que a ausência de conhecimento por parte dessas pessoas colabora para a reincidência da alienação parental.
Outrossim, cabe salientar que a inobservância dos pais propícia em problemas psicológicos aos infantes. Nesse contexto, o filme “Segredo de sangue” retrata um rapaz que possui traumas resultante da alienação parental desde criança, uma vez que a sua mãe lhe fez acreditar que ele matou acidentalmente o próprio pai. Fora da ficção, essa realidade é vivência por inúmeras famílias, visto que os genitores possuem um papel fundamental na construção dos pensamentos dos filhos, ademais ausência de apoio das escolas é um agravante, assim, uma vez que a criança é alienada ela está sujeita a desenvolver sérios transtornos psicológicos. Dessa forma, os genitores são os principais agentes causadores desses traumas concebido pelas infantes.
Portanto, fazem-se necessárias ações a fim de mitigar os problemas causados pela alienação parental. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, junto à mídia (emissoras televisivas e redes sociais), promover uma campanha publicitária acerca dos problemas da alienação parental na sociedade, por intermédio de especialista da área com o fito de orientar e prevenir a respeito dessa questão. Paralelamente, é dever do Estado, junto às escolas, como unidades formadoras, realizar acompanhamento das crianças e adolescentes, além de realizar jogos lúdicos com os alunos em relação a problemática, por meio de psicopedagogos e psicólogos com o objetivo de atenuar as consequências da alienação parental e assegurar os direitos previsto no ECA.