Os perigos da alienação parental
Enviada em 19/09/2020
“O importante não é viver, mas viver bem.Segundo o sociólogo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.No entanto, esse ideal platônico não é uma realidade para uma boa parcela das crianças e adolescentes,visto que os problemas familiares impulsionam,de forma indireta,a alienação parental hodiernamente.Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à aspectos educacionais,sociais e econômicos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações estejam entre os propulsores do problema.Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à saúde, cidadania e ao bem-estar social.Contudo, devido a falta de investimentos governamentais em suporte técnico e profissionais capacitados nas escolas e centros especializados, medidas que ajudariam no acompanhamento psicológico das crianças,em consequência da falta de senso parental, isso não é firmado.Desse modo, uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para reduzir os danos mentais dos jovens.
Outrossim, vale apontar como a falta de sensibilidade acarreta impactos à saúde mental e física dos indivíduos.A esse respeito,segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, esse conjunto de transformações nos valores políticos e sociais é uma característica da “modernidade líquida”.Paralelamente à Bauman,a falta de comunicação familiar é responsável por estimular o individualismo,uma vez que pais e parentes utilizam as crianças como armas e escudos nas relações sociais como instrumento de manipulação,o que acabou gerando nesses menores problemas psicológicos como a ansiedade e depressão pelo sentimento de culpa.Desse modo,percebe-se que o isolamento social dos jovens pode-se tornar nocivo ao corpo social como um todo e isso precisa ser sanado de imediato.
Diante do exposto,medidas são necessárias a fim de mitigar os impasses da alienação parental no Brasil.Para tanto,cabe ao Governo Federal investir na aprimoramento da aplicação de leis e fiscalização sobre essa manipulação familiar,de modo que haja parcerias com instituições de sistema de ensino que possa denunciar e acompanhar o contexto,com o intuito de garantir a integridade juvenil.Ademais, convém às entidades governamentais,em parcerias com universidades, criar campanhas e palestras,através de auxílios pedagógicos e profissionais capacitados para que a responsabilização social erradique esse problema,visto que o Estado tem a função de regrar a sociedade.Dessa maneira,será possível minorar os efeitos da alienação familiar e,com iniciativas como essa, o ministério público não terá dificuldades de garantir o direito de saúde e ao bem-estar social, bem como defendido pela Constituição de 1988.