Os perigos da alienação parental

Enviada em 04/05/2020

A família, segundo a Sociologia, é a instituição social com maior importância para a vida do indivíduo, uma vez que essa, contribui em maior parte para a construção do caráter do infante. Todavia, quando há o divorcio, em muitos casos, a criança fica em uma zona de guerra psicológica, já que um dos genitores para ficar com o menor apela à denegrir o ex parceiro. Desse modo, aspectos como, problemas psicológicos e sociais podem ser causados à criança/adolescente. Nesse viés urge a necessidade de medidas a fim de promover o bem estar do filho, visando garantir o pleno desenvolvimento desse.

Em primeiro plano evidencia-se que, há diversos motivos que levam um casal ao termino do relacionamento, o qual pode ou não ser amigável. Assim, ao analisar esse cenário, nota-se que em inúmeros casos há a presença de um menor, o qual em casos, é alienado por um dos genitores, a fim de haver vingança. Diante de casos como esse, o infante fica suscetível a desenvolver depressão, ansiedade, insegurança e dentre outros problemas psicológicos, uma vez que encontra-se em um ambiente desfavorável ao desenvolvimento, descumprindo o que manda a - Carta Magna brasileira - além de observar-se que interesses pessoais dos genitores sobrepõe-se ao bem estar do infante.

Outro ponto relevante, nessa temática, é que, quando não há um ambiente de convivência saudável, o sujeito tende a possuir problemas para criar laços, relacionar-se. Sendo assim, esse indivíduo possui traumas do passado que influenciam na vida presente, tais problemas, podem lhe causar ainda mais frustrações, uma vez que, no caso de alienação parental, não houve a experiencia de boas relações interpessoais. Tais fatos podem impedir-lhe de construir um relacionamento, causados por sentimentos como insegurança. Desse modo, o sujeito tende a não viver com qualidade, perdendo a máxima de Platão - O importante não é viver, mas viver com qualidade -

Logo, medidas públicas e privadas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação promova capacitação de professores e psicólogos, a fim de promover atividades que possam ajudar a identificar a saúde do âmbito familiar e, observar o comportamento do infante no ambiente escolar, visando ajudar no desenvolvimento e até, se necessário, a mediação judiciaria. Ademais, é vital que o Poder Judiciário, ao identificar situações de Alienação Parental, possa remover a criança desse cenário e introduzi-lá em um ambiente saudável, além de contar com ajuda da faculdade de psicologia, tanto públicas quanto particulares, as quais contam com professores universitários e alunos em formação, capazes de ajudar o menor a superar possíveis traumas. Desse modo, essas medidas visam o pleno e saudável desenvolvimento do infante.