Os perigos da alienação parental
Enviada em 10/05/2020
A alienação parental é um dos temas mais delicados tratados pelo direito de família, de acordo com a lei 12.318/2010, considera-se alienação parental, a qual gera a incidência da Síndrome nas crianças, filhas do casal, como sendo: a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente, promovida por um de seus pais, avós ou outra pessoa que detenha a guarda na tentativa de fazer com que o menor não estabeleça vínculos com um de seus pais.
Segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, ações consideradas éticas devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio, gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.
Esses atos podem custar os efeitos psicológicos e emocionais negativos que pode provocar nas relações entre pais e filhos. A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985, visando que ela rompa os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e de psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.