Os perigos da alienação parental
Enviada em 09/05/2020
A alienação parental trata-se de um processo que consiste em programar uma criança para que odeie um de seus genitores sem justificativa, de acordo com o psiquiatra alemão Richard Gardner. Como esse ato acarreta riscos à saúde emocional da criança ou adolescente, ele pode ser caracterizado como uma forma de abuso. Sendo assim, é fundamental que esse assunto seja tratado com muito cuidado, visto que, causa perigo aos envolvidos.
Em primeiro lugar, uma das ameaças que esse processo pode trazer são as consequências psicológicas ao infanto-juvenil, entre elas, a ansiedade, depressão e os sentimentos de raiva e rejeição. O alienador usa da confiança e intimidade com a criança, para praticar essa ação, que acaba por resultar na desmoralização da imagem do outro genitor, que passa a ser idealizada de uma maneira nociva, e no vínculo afetivo.
Em segundo lugar, conforme dados do IBGE, um a cada três casamentos terminaram em divórcio, sendo que, os processos judiciais de guarda compartilhada aumentaram 13,4% em três anos. Ademais, vale ressaltar que, a alienação parental é crime perante a lei 13.431/2017, que pode punir quem a pratica com alguma advertência, por exemplo, o pagamento de multa.
Diante do exposto, é dever do Ministério da Saúde liberar verba para as famílias que passaram por esse processo, terem um acompanhamento com o psicólogo para superarem tal acontecimento. Além disso, em ação conjunta ao Governo, cabe a escola orientar os pais sobre o processo de alienação, para que não aja comprometimento no desenvolvimento e desempenho da criança ou adolescente. Dessa maneira, casos de alienação parental e suas consequências poderão se tornar menos frequentes.