Os perigos da alienação parental
Enviada em 08/05/2020
Segundo o sociólogo Durkheim, anomia social é uma condição em que há ausência de normas que sirvam para regular e limitar o comportamento, podendo levar um indivíduo ou grupo de pessoas a uma situação caótica. De maneira análoga, a anomia se assemelha ao atual cenário brasileiro ao passo que a falta de informação, acerca dos riscos da alienação parental, em conjunto o baixo policiamento daqueles que cometem constantemente esse crime, está causando danos, muitas vezes, irreversíveis nas relações entre pais e filhos.
Em primeira análise, é irrefutável, divórcios ocorrem todos os dias. Entretanto, tem-se feito recorrente os casos em que um dos genitores passa a influenciar o filho, de forma negativa, em vista do outro. Isso se evidencia devido à falta de informação e, consequentemente, compreensão da seriedade do ocorrido, ou seja, sem conteúdo informativo sobre os riscos que esse comportamento pode causar na saúde psicológica e na boa relação entre eles, não há um forte propulsor que os impeça de agir dessa forma. Congruente ao pensamento do filósofo Fiódor Dostoiévski, “a melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, cabe dizer que influenciar negativamente a imagem do parceiro diante do filho se tornou habitual.
Por conseguinte, observa-se que a inexistência de seriedade sobre o assunto está causando o baixo número de vistoria, por parte dos agentes sociais e policiais, de indícios que esse crime esteja sendo cometido dentro de muitas famílias brasileiras. Como resultado, em alguns lares, o filho se posiciona a favor de um genitor, o alienador, cortando os laços com o outro e gerando danos que podem se perpetuar na relação por muitos anos. Desse modo, se faz visível a criação de novos hábitos favoráveis à solução dessa problemática.
Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a importância de garantir informação acerca dos riscos da alienação parental. Assim sendo, o MEC (Ministério da Educação) deve incluir nas escolas e universidades, profissionais capacitados para efetuar palestras, anualmente, com presença obrigatória dos pais e filhos, a fim de abordar, discutir e apresentar os malefícios do assunto em pauta. Somente assim, será possível informar, reeducar e direcionar, os jovens e seus familiares, para um futuro de relações saudáveis.