Os perigos da alienação parental

Enviada em 27/05/2020

É de conhecimento geral que, a longevidade dos casamentos vem se tornando cada vez menor, e os casos de divórcio mais frequentes. Inserida nesse contexto, a pauta da Alienação parental é de suma importância. Durante processo de separação dos pais muitas crianças e adolescentes são usadas por estes como um forma de atingir o outro, por meio de chantagens e mentiras. Essas ações podem vir a causar riscos a saúde psíquica e emocional do menor e a impedir o estabelecimento de uma relação com um dos pais ou parente.

Dado o exposto, jovens que ão submetidos a grandes pressões psicológicas, principalmente por parentes,tendem a desenvolver, precocemente, sentimentos de raiva, culpa e tristeza. No longa morte-americano “Matilda”, por exemplo,a protagonista é uma criança criada pelos tios, os quais fazem e falam de tudo para denegrir a imagem de seus pais, e, por isso, ela desde muito nova convive diariamente com os sentimentos de raiva e frustração, Estes sentimentos podem eventualmente vir a se tornar problemas mais sérios como ansiedade e depressão.

Além disso, muitas pessoas usam o distanciamento e a alienação de uma criança como um mode de vingar de seu ex-parceiro ou familiar. E por vezes há o risco da perda total do vínculo entre um dos envolvidos e esta criança. Em casos como esse, é essencial que haja o engajamento dos orgãos competentes e que seja avaliada a necessidade de um acompanhamento terapêutico.

Portanto, a fim de evitar que crianças e adolescentes passem por pressões como as supracitadas, é essencial que durante processos de divórcio ou briga pela guarda de um menor, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos proporcione uma experiencia neutra e saudável para esse jovem, por meio de acompanhamento terapêutico familiar. Ademais nos casos em que já houve a perda da relação é importante que o parente afastado tenha a consciência de denunciar a situação aos órgãos competentes. Essa consciência deve ser criada pelas autoridades públicas em parceria com os  aparelhos midiáticos por meio de propagandas televisivas que busquem informar sobre os perigos da alienação parental. Desse modo, será possível preservar a saúde emocional e a boa relação familiar das crianças e adolescentes em seus núcleos de convivência.