Os perigos da alienação parental
Enviada em 11/05/2020
Consoante, a Declaração Universal dos Direitos Humanos o núcleo familiar constituí-se como fundamental à construção cidadã. Entretanto, quando o ambiente familiar encontra-se exposto à relações conflituosas entre progenitores, acarretadas pela alienação parental, o indiscutível direito a sadia formação social dos filhos encontra-se alarmantemente ameaçado. Tais fatos se dão, pelos destrutivos efeitos emocionais condicionados pela supracitada manipulação infantil, ao quais condicionam maus exemplos e precária estruturação pessoal do futuro adulto.
Mormente, tornam-se notórios os indiscutíveis efeitos psicológicos á vítima de distorção sobre figura materna ou paterna. Neste ínterim, evidencia-se a metáfora elaborada pelo filósofo iluminista John Locke, a qual afirmava que os seres humanos nascem como folhas em branco, sendo suas ações e pensamentos, “escritos” por intermédio das experiências em vida. Assim como na explicação filosófica, fica-se explícito que ao ter seus pensamentos manobrados a cerva do progenitor o infante torna-se suscetível a maléficos sentimentos como a raiva, repúdio e culpa. Ademais, tais fatos se mostram transcorrentes dos relatos caluniosos, de um pai a respeito do parente alvo, ação que corrobora ao nascimento dos efeitos emocionais negativos em mentes pueris.
Outrossim, além dos prejuízos sentimentais em infância, a alienação parental mostra-se ainda destrutiva a futura vida adulta da vítima. Neste contexto, na marca de autoria “Estruturalismo Construtivista” do sociólogo polonês Pierre Bourdieu, explicita-se que aos todos “habitus” humanos são interferidos por estruturas sociais, tais como a família. Desta forma, torna-se evidente que maus exemplos parentais, tornam propensas futuras atitudes negativas de seus filhos. Isto posto, ao manipular pensamentos dos infantes, o progenitor fomenta o nascimento de relações conflituosas e traumas em nada construtivos a formação cidadã, e que evidenciam os inegáveis efeitos nocivos da persuasão por pais.
Destarte, urge deliberar a fim de mitigar a alienação parental e seus efeitos maléficos. Para tanto, cabe Governo Federal em parceria com os poderes executivos municipais a criação de Projetos de cunho terapeuta, que visem auxiliar progenitores que praticam a manipulação, utilizando para o intuito o diálogo construtivo entre pais, filhos e profissionais da psicologia em sessão especializadas, e em palestras escolares, que priorizem alertar crianças sobre os a importância de um ambiente familiar saudável. Somente assim, os infantes hodiernos crescerão em um núcleo propenso ao construtivo crescimento emocional, e livres de malefícios à suas vidas adultas, conforme previsto pelos Direitos Humanos.