Os perigos da alienação parental

Enviada em 10/05/2020

Consoante o Estatuto da criança e do Adolescente, é resguardado a todos os cidadãos que ainda não atingiram maioridade os direitos fundamentais de respeito à integridade e à juventude sem interferência destrutivas. Entretanto, ao analisar o dilema da alienação parental, a crise ética da instituição familiar e a dominação coercitiva de membros indefesos corroboram a urgência de medidas interventoras no contexto brasileiro atual.

Em primeiro lugar, é fundamental analisar a filosofia ética desse paradigma. Nesse viés, segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas como ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade. Dessa forma, as instituições familiares falham ao aplicar  o exercício ético generalizado, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Ademais, convém ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. A par disso, para o pensador Michael Foucault em sua obra Microfísica do Poder, as relações humanas são sociais, assim, com a dominação do discurso sutil e discriminação parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdicos dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são violados há uma tendencia no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a OMS.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é precursora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no pais. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da Justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar, de modo que haja uma parceria com os sistemas de ensino para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que dilemas psicológicos podem causar sérias problemáticas sociais. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilização social erradique esse paradigma no Brasil.