Os perigos da alienação parental
Enviada em 10/05/2020
A alienação parental é um dos temas mais delicados tratados pelo direito de família, considerando os efeitos psicológicos e emocionais negativos que pode provocar nas relações entre pais e filhos. O objetivo do comportamento, na maior parte dos casos, é prejudicar o vínculo da criança ou do adolescente com o pais. A alienação parental fere, portanto, o direito fundamental da criança à convivência familiar saudável.
É fundamental analisar a filosofia ética desse modelo. Nessa perspectiva segundo os imperativos do filósofo racionalista Immanuel Kant, as ações consideradas éticas são avaliadas pelo caráter categórico, ou seja, devem ser pautadas com o ideal de empatia universal, realizando de forma que o resultado seja a expectativa final da humanidade.Visto que, a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos psicológicos na formação de jovens que, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente confuso e distópico da expectativa moral universal.
Vale ressaltar a dominação e seus efeitos sobre as crianças e os adolescentes. Assim, com a dominação do discurso sutil e discriminatório parental, as consequências baseiam-se em um medo constante que afeta o desenvolvimento lúdico dos cidadãos indefesos, uma vez que os direitos constitucionais são coibidos, e há uma tendência no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Portanto, fica evidente que a alienação parental é iniciadora de diversos distúrbios psicológicos e carece de intervenções no país. Por fim, as prefeituras, em associação com as universidades, precisam criar campanhas e palestras públicas, através de auxílios de pedagogos e psicólogos especializados.